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17.1.08 • 13:36
Aconteceu no Senado
Deoclécio Galvão

Os acontecimentos do Senado nesta última semana deixaram marcas. Ainda não se sabe realmente o que aconteceu, mas sabemos o porquê. Fizemos o que fizemos porque queríamos atividade, tínhamos atividade, mas o Presidente não nos “permitia” trabalhar. No momento de medo que o Senado Nacional entre numa paralisação definitiva e volte à ativa somente para receber a renúncia de seus membros é que nos juntamos e reclamamos à falta do presidente. Foi um ato muito corajoso, e bem vindo, que ativou a máquina da república como um todo, com a discussão indo parar em Lista Nacional.

Mas porque chegou a este ponto? Porque foi necessário os Senadores intimarem o Presidente do Senado? Pegando carona na “trama” Ascensão, morte e ressurreição – Luiz Monteiro, Ô Micromundo! – olhamos para o Senador Gustavo Mendes neste constante círculo vicioso: acessão, quando foi “Super-Ministro”, Presidente de PC e Presidente do Senado. Morte, quando da sua inatividade nos cargos de presidente. E ressurreição, quando da sua volta para a ativa quando foi eleito senador e agora para dizer que não iria renunciar ao cargo de presidente do legislativo.

Eu, enquanto microcidadão tenho uma dívida com o Gustavo, assim como tenho com o PDL e seus membros, afinal foram ambos que me proporcionaram o alicerce para estar onde estou e fazer o que estou fazendo, mas esta dívida não me isenta de cobrar atitudes que ajudem o país a progredir, e o PDL tem cumprido com o seu papel. Já o Senador-Presidente está deixando muito a desejar. Certo que não há um mar de OD’s para serem discutidas e votadas, mas isso não significa que o presidente do Senado não tem que ficar ativo, a sua inatividade deixa sua imagem enfraquecida, da mesma forma como a do seu partido, o P3D, que já foi intitulado pelo Chanceler como um partido que ainda age por impulso. Espero que o Senador reflita sobre estas suas atitudes micro, assim como identifique quais os motivos que o faz ficar inativo para que possa tentar superá-los, ou então, ter a mesma honradez que o Senador Augusto Junior teve no episódio passado e renunciar ao cargo de Presidente do Senado, não ao cargo de senador, pois se continuar a ficar inativo, o próprio regimento dará cabo do seu mandato.

Até a próxima quinta.

Deoclécio Galvão é Senador da República e Presidente do PDL

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3 comentário(s)

10.1.08 • 11:54
Apresentação
Deoclécio Galvão

Eu não sou jornalista, e para falar a verdade nunca tive nenhuma intenção para com o exercício de profissão tão espinhosa quanto esta; ingressei nesta aventura mais como uma forma de diversão inteligente, e ao mesmo tempo ser participativo, do que pela vontade de escrever (fosse ao menos um daqueles discursos inflamados de cima de palanque...).

Ainda bem que Deus sabe trabalhar com ferramentas insuficientes, é acreditando nisto que eu me lanço nesta nova empreitada.

O que esperar de mim? Não faço a menor idéia! O que por um lado é até bom, levando em consideração que a surpresa aumenta o interesse, (mas algo me diz que não será o meu caso).

Poderia agora falar de vários assuntos que assombra o nosso dia-a-dia, mas não o faço porque sei que não tenho gabarito suficiente para tal façanha, não sou um Arnaldo Jabor da vida para criticar o governo, também não vou fazer desta coluna uma festa de elogios, até porque sou presidente do partido da situação, e não quero ser chamado de puxa saco! Prefiro ficar neutro neste nosso primeiro de muitos encontros, pelo menos eu espero – afinal, ir pra cama no primeiro encontro, não é nem um pouco romântico!

Posso adiantar que irei falar de alguns assuntos de interesse geral na minha próxima coluna: Distritos (um tema que ressuscitou depois de tanto tempo), Atividade, Eleições (quem sabe reeleições), cidadãos inativos, piadas, besteirol (latino-americano)...

Espero que não fiquem desapontados por ter um cidadão inexperiente escrevendo para vocês... bem é isto, não se preocupem com as abobrinhas que escreverei... elas não tem vida própria. Até a próxima quinta.

Deoclécio Galvão
é Senador da República de Porto Claro
e Presidente do PDL

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