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18.12.06 • 17:53
É Guerra!
Ygor Lázaro

É guerra!

Monarquias raramente são bem vindas principalmente no micronacionalismo. Por uma razão simples, todos querem ter seu nome no hall da fama. Cada dia que passa eu penso mais seriamente sobre isso.

Por exemplo, li essa semana uma entrevista um tanto quanto antiga, que conseguiram fazer com o “criador” da lusofonia. Como dizia a própria entrevista, “conseguimos falar com ele!”. Pedro Aguiar deixa bem claro que ele era muito jovem quando criou Porto Claro, e seu ego era muito grande, na melhor das intenções. Ele criou um país, “mas não pensava em compartilhar”. Estando na Internet, todos gostam de dar pitacos. “Essa não é mais minha Porto Claro”. Termina uma resposta na entrevista.

Concordo com ele. Não no sentido de ser dono, mas a sensação de perder anos de trabalho para qualquer um que viu pronto e resolveu ser o rei da cocada preta... Eu já tive muitos projetos parados nesse sentido, a maioria macronacionalmente mesmo. Mas, ta na Internet, é do mundo. Aprendi isso do mesmo modo que o Aguiar. E não me arrependo mais, assim como ele.

Aproveitando o ensejo, o título e o assunto, o que é a monarquia reuniã? Reunião não pode se dar ao luxo de ser os “boinas-azuis”. Eles não podem ser a autarquia intermicronacional. A chamada Honra Imperial já atacou o reino português, a própria república portoclarense, e sei lá mais quem, em nome do Sacro Império de Reunião. O ditador (ops) Cláudio, do Sacro Império, horas antes aos ataques, aceitou a Honra Imperial como um “Ministério da Defesa” reunião. Bom, essa história vocês já devem estar cheios de ouvir. Mas o que vem agora além das perguntas:



* Não acredito em nada que venha de Reunião há gerações. Histórias e mais histórias sobre anexações, integrações, rebeliões... Isso não faz mais sentido nesses novos mundos, mas eu não quero viver em uma colônia.

* As nações atacadas estão crescendo de tamanho. Portugal, Porto Claro. O que custa invadir Pasárgada e se auto declarar a “maior micronação na lusofonia”?

* Porto Claro e Portugal são experiências, são estágios? Ou eles estão tentando se infiltrar e o império afirma não ter nada com eles, para depois repartirem os lucros?

Sejamos sensatos também. O ataque sofrido por Porto Claro nem pode ser considerado um ataque, no ponto de vista tecnológico. Foi um porre ter que baixar mais de quarenta mensagens de 750kb aproximadamente, sem utilidade nenhuma, mas foi exatamente isso. Um estorvo.

Existem muitas maneiras de se fazer um ataque, e sabemos que as nações não ficarão desprotegidas. As maiores já estão tomando suas providencias, fechando anexos, fechando fronteiras, pensando em embargos. Mas até quando pensaremos que a monarquia é o poder nas mãos de uma só pessoa?

Eu assumo tudo o que eu disse aqui como uma opinião pessoal. Não existe portoclarenses, pasárgados, ou mesmo esse meio de comunicação que me abriu esse espaço para me dar um fôlego e me permitir o desabafo. E como eu assumo que está escrito nessas linhas, quem tiver qualquer dúvida, me contacte.

MSN: ygoronline@hotmail.com; E-mail: ygoronline@gmail.com

Ygor Lázaro

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3 comentário(s)

10.12.06 • 23:50
O Valor de uma Vontade
Ygor Lázaro

Em tempos micronacionais, posso dizer que sou uma pessoa nova. Estou no mundo micro desde 2003, mas mesmo assim, já passei por Porto Claro, Mallorca e Pasárgada, e mais alguns turismos. Isso me fez conhecer muito sobre a estrutura das principais micronações lusófonas, e descobrir que quanto maior elas são, maior o ego de seus cidadãos.

Para a maioria, é muito melhor refazer um trabalho novo do que tentar utilizar uma tecnologia ou serviço já existente. Posso citar inúmeros exemplos, como no caso do ex-cantão pasárgado de Sloborskaia. Felipe Aron sempre foi a figura forte da então República Socialista. Mesmo antes de saber o que era micronacionalismo, ele já estava lá, com uma estrutura de dar inveja a outras micronações da época, como a Babylon ou Avalon. Fez-se rápida a junção com Pasárgada, mas o ego começou a ditar as regras. Muitos outros micronacionalistas como ele, saíram do trabalho conjunto para a criação de um estado justo, para satisfazer-se.

Uma outra vez entrei em uma discussão sobre a criação de uma Universidade em minha terra. Minha surpresa foi descobrir que ela já existia. Depois do fim da Comunidade Lusófona (parceria entre Pasárgada, Mallorca e Avalon), a Universidade da Comunidade Lusófona praticamente se extinguiu. Renomeada, passou ao status de esquecida. Não se vê mais ações como na poderosa universidade portoclarense. E novamente, o ego não deixa que a união de esforços leve o conhecimento a todos de direito. Uma possível troca de informações entre as cabeças do estudo pode criar uma das mais poderosas instituições públicas do micronacionalismo lusófono. Mas...

Um ótimo momento de esforço conjunto era na antiga República Federativa. Mallorca possuía o melhor instituto de estatística em língua portuguesa, o IMED. Com o fim de Mallorca, fim do IMED. Agora, outras micronações ainda poderosas ou fazem do seu jeito, ou pior: não fazem. A grande estrutura mallorquina, que consumiu anos de trabalho de muitos cidadãos, foi-se.

Quantas casas, partidos, instituições, micronações, idéias foram criadas e destruídas dessa maneira? Por quanto tempo mais nós vamos conseguir nos entender com uma renovação de velhas idéias, com a remontagem de velhos paradigmas?

Existem muitos casos de sucesso, como o de ex-cidadãos reuniãos que fundaram uma das maiores micronações do mundo. Mas, mesmo nesse sentido, contou-se com a ajuda de cidadãos reuniãos na ativa, utilizando muito conhecimento já adquirido. Nada de reinventar a roda. A diferença é que estava sendo feita uma coisa diferente, um novo meio de ver um mundo micronacional. Nada de virtualismos, nada de monarquias. Em pouco tempo se pôde colher os frutos, mas sejamos sinceros: até mesmo por aqui, existem momentos que o ego fala mais alto.

O micronacionalismo tem que ser maior que o pessoalismo. A sociedade tem que ser maior que o todo. Muitas idéias são boas porque leva o todo em consideração. Devemos nos lembrar de aplicar mais isso aqui, e esquecer o ego.

Ygor Lázaro

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