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18.1.08 • 16:46 |
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Dupla Cidadania
Alexandre Carvalho
Em tempos bicudos para o micronacionalismo, surge novamente a polêmica da necessidade de se permitir a dupla cidadania, ou até mesmo a multicidadania, para incentivar a participação em duas ou mais micronações.
Porém, apenas aqueles cidadãos com um razoável tempo disponível é que poderia usufruir desta "vantagem", sob pena que não realizar nada em lugar nenhum. Mas e as controvérsias que existem atualmente, algumas delas históricas, entre micro países?
Quando fui premier do Sacro Império de Reunião, o Imperador Cláudio I enviou projeto de lei chamado Estatuto da Cidadania, que em seu artigo 2º permitiria, caso fosse aprovado pela Assembléia, a instituição da dupla cidadania para os reuniãos. O Estatuto foi então aprovado sem emendas e encaminhado para a minha sanção.
Na época, não aceitava tal situação, tanto que havia expulsado do país o cidadão Gustavo Trident, que era na verdade João Paulo Real, que havia pedido cidadania em inúmeras micronações e depois fixou-se na República de Porto Claro. Entendia que a pessoa deveria ser fiel a uma única nação. Para participar de outras micronações existiam outras modalidades, como visto de trabalho, diplomático ou mesmo indo como turista e interagindo com os cidadãos da micronação visitada.
Com todos esses argumentos, sancionei o projeto parcialmente, vetando o artigo 2º. A legislação reuniã obrigava que o veto do Premier a projetos encaminhados pelo Palácio Imperial deveriam ser confirmados pelo ECIE (Egrégio Conselho Imperial de Estado). Depois de apresentar meus argumentos também aos Conselheiros, o veto foi confirmado.
Posteriormente, agindo como Armando de Kergaz em Porto Claro, verifiquei ser possível trabalhar em mais de uma micronação, desde que esse "trabalho" não seja ligado a espionagem ou coisas do tipo. Foi possível executar as diversas funções nas duas micronações - Reunião e Porto Claro - justamente porque havia destinado tempo para essas tarefas, o que não significa que foi manter a atividade impecável. (Não farei julgamento sobre a conduta adotada ser considerada crime, não sendo este o objetivo do texto).
Mas e hoje? Seria possível adotar a dupla cidadania? Ou faríamos como ocorre atualmente na União Européia, onde cidadãos de um país podem trabalhar legalmente em outros países do mesmo bloco? Ou ainda, criaríamos um novo país, que buscasse acobertar todas as ideologias em um único lugar (utopia?), uma nova micronação que fosse povoada pela grande maioria dos micronacionalistas atuais, muitos desgarrados ou "perdidos" em micronações a beira da extinção. Quantas mentes não poderiam ser aproveitadas neste mega-projeto?
A segunda versão da MICROCON, idealizada por mim, buscava reunir em um só lugar, mentes privilegiadas do micronacionalismo, que trabalhariam em conjunto encontrando soluções para os diversos problemas micronacionais. A idéia não teve a aceitação esperada e o projeto naufragou.
Apesar de ainda não me agradar a idéia de cidadãos duplos - não paples - vejo que é cada dia mais necessário a adoção de medidas próximas da dupla cidadania buscando alavancar as atividades micronações. Mas não é a melhor solução a ser tomada. Uma união entre micronações - estilo União Européia - que foi discutida em minha última viagem a Porto Claro poderá ser uma medida até mais interessante, desde que os governos dos países integrantes da União colaborem dando emprego a estrangeiros.
Fica aberta a discussão.
Alexandre Carvalho é cidadão do Sacro Império de Reunião.> Marcadores: Alexandre Carvalho, colunas
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17.1.08 • 13:36 |
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Aconteceu no Senado
Deoclécio Galvão
Os acontecimentos do Senado nesta última semana deixaram marcas. Ainda não se sabe realmente o que aconteceu, mas sabemos o porquê. Fizemos o que fizemos porque queríamos atividade, tínhamos atividade, mas o Presidente não nos “permitia” trabalhar. No momento de medo que o Senado Nacional entre numa paralisação definitiva e volte à ativa somente para receber a renúncia de seus membros é que nos juntamos e reclamamos à falta do presidente. Foi um ato muito corajoso, e bem vindo, que ativou a máquina da república como um todo, com a discussão indo parar em Lista Nacional.
Mas porque chegou a este ponto? Porque foi necessário os Senadores intimarem o Presidente do Senado? Pegando carona na “trama” Ascensão, morte e ressurreição – Luiz Monteiro, Ô Micromundo! – olhamos para o Senador Gustavo Mendes neste constante círculo vicioso: acessão, quando foi “Super-Ministro”, Presidente de PC e Presidente do Senado. Morte, quando da sua inatividade nos cargos de presidente. E ressurreição, quando da sua volta para a ativa quando foi eleito senador e agora para dizer que não iria renunciar ao cargo de presidente do legislativo.
Eu, enquanto microcidadão tenho uma dívida com o Gustavo, assim como tenho com o PDL e seus membros, afinal foram ambos que me proporcionaram o alicerce para estar onde estou e fazer o que estou fazendo, mas esta dívida não me isenta de cobrar atitudes que ajudem o país a progredir, e o PDL tem cumprido com o seu papel. Já o Senador-Presidente está deixando muito a desejar. Certo que não há um mar de OD’s para serem discutidas e votadas, mas isso não significa que o presidente do Senado não tem que ficar ativo, a sua inatividade deixa sua imagem enfraquecida, da mesma forma como a do seu partido, o P3D, que já foi intitulado pelo Chanceler como um partido que ainda age por impulso. Espero que o Senador reflita sobre estas suas atitudes micro, assim como identifique quais os motivos que o faz ficar inativo para que possa tentar superá-los, ou então, ter a mesma honradez que o Senador Augusto Junior teve no episódio passado e renunciar ao cargo de Presidente do Senado, não ao cargo de senador, pois se continuar a ficar inativo, o próprio regimento dará cabo do seu mandato.
Até a próxima quinta.
Deoclécio Galvão é Senador da República e Presidente do PDL Marcadores: colunas, Deoclécio Galvão
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16.1.08 • 11:16 |
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Soluções
Sávio Erthal
Segunda coluna, agora sim, depois de semana passada ter voltado a ativa criticando, desta vez tentarei apresentar uma idéia que possa ajudar a desenvolver a atividade sustentável em Porto Claro, principalmente no campo da política, do debate político que é o verdadeiro campo onde são plantadas as idéias de Porto Claro, algumas germinam outras não.
O debate político normalmente se dá no período eleitoral, essa é a regra, claro que em momentos raros ocorre fora desse espaço temporal, porém cada vez mais difíceis. Partidos Políticos fragilizados pela relação espaço micro e macro não conseguem passar identificação de suas idéias enquanto força partidária, no máximo manifestam a individualidade de seus membros, todos se animam passa um eleição e pronto, os esforços se concentram no Palácio Diamante ou no Senado, quando na verdade lá deveria ser apenas o resultado, o ponto final de um trabalho contínuo que deve ser feito dentro dos Partidos, cada um a sua maneira.
Desta forma creio que a realização de quatro pleitos oficiais por ano deva ser seriamente analisada, debatida e projetada, mantendo-se, claro seis meses do mandato Presidencial e igual período para cada legislatura, diferenciando apenas as datas que essas eleições se dariam, até mesmo porque uma micronação muda em seis meses, assim como os anseios e expectativas.
As leis por sí só, não possuem o condão de transformar o pensamento de uma coletividade, mas pode dar instrumentos eficazes para que isso ocorra, desta forma, se existisse nos meses de março e setembro eleições proporcionais e em dezembro e junho para eleições majoritárias fatalmente teríamos o dobro de debate político em cena.
Com a atividade política em alta, não seria difícil imaginar a imprensa voltando a ocupar o lugar de destaque em Porto Claro, o que traz também micronacionalistas que não se interessam por política mas por outras áreas abordadas pela imprensa e a partir daí a iniciativa privada com outros setores poderá também se organizar.
Pois se tem uma coisa que já deviamos saber é que a ocupação principal, geradora maior de atividade, dentro do micronacionalismo é o setor público, a partir dele se constroí a iniciativa privada, não se trata de ideologia, de partidarismo, e sim de pura constatação de que o contrário é apenas mais uma forma de querer trazer elementos do macro para o micronacionalismo que nunca deram certo, por isso quanto maior a atividade política, maiores são as chances do país se desenvolver de forma sustentável.
Sávio Erthal Moraes, cidadão de Porto Claro, foi Presidente da República por duas vezes. Marcadores: colunas, Sávio Erthal
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15.1.08 • 20:09 |
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Confissões
Luiz Monteiro
Devo confessar que após escrever minha coluna anterior e ver a mesma publicada na CHRONO, peguei uma edição, envelopei com carinho e me dirigi até o posto dos correios do Distrito de Danielle, onde resido, a poucos metros da Mansão do Luca Dalbianco. O posto fica de frente para a praia mesmo, numa posição privilegiada apenas permitida pelas pouquíssimas construções do Distrito de Veraneio. Enviei para o meu bom e velho amigo Francisco Russo que está de viagem ao velho continente.
Recebi a resposta em poucos dias. Começa me puxando a orelha por chamá-lo de mestre. Humilde como sempre, não consegue externar sua importância para a imprensa portoclarense (sem falar de política, judiciário, relações exteriores e etc), embora eu tenha certeza que ele a concebe. Eis algo que não muda entre nós, continuo rasgando-lhe elogios com dupla felicidade: a primeira de render as homenagens que penso que ele merece e a segundo por ter certeza que ele não se conforma com as mesmas.
Bom, prosseguindo, meu amigo começa advertindo-me que não devo chamá-lo de mestre e prossegue dizendo em termos gerais que o texto está bom mas que pequei pela pomposidade da escrita, sobretudo no início do texto. Explicou-me que não era necessário esgotar todos os recursos lingüísticos de uma só vez e, principalmente, explicou-me que eu tinha o dever de me fazer compreender entre meus leitores, de qualquer tipo, mesmo aqueles que são bem mais novos.
Tá certo, ponto para ele. Ele é ou não é o mestre? Tenho certeza que odiará estes elogios rasgados na imprensa – me deleito pensando nisso. Em nossas trocas de correspondência o mesmo me sugeriu falar um pouco do Direto do Beco, que segundo suas palavras, foi a melhor coisa que nos propusemos a fazer juntos: Eu, ele e Ricardo Jr. O Direto do Beco Escuro nada mais foi que o fruto da idéia, se não me engana a memória, do Ricardo Jr. A proposta era simples: Por que não gravamos nossas conversas, sem edições, sem cortes e mostramos para todo mundo?
| Algumas fotos do Golden |
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| Da esquerda para a direita: Russo, Ricardo Jr., Eu, Ex-Juiz Silveira e Braga |
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Ora, por que não? Era uma idéia bastante instigante. Para melhor explicar isso, elucidarei primeiro estas reuniões que tínhamos. Costumávamos nos encontrar com muita freqüência no Golden Rose, um botequim muito do pé sujo na Rua Voluntários da Pátria, no bairro de Botafogo, zona sul do Rio de Janeiro que em verdade se chama Rosa de Ouro. Lá, cansei de fechar engradados de cerveja BRAHMA CHOPP com Rafael Braga, que só gostava dessa marca embora eu preferisse SKOL. Bebíamos muito mesmo naqueles tempos.
E desses encontros, regados a muita birita, quase sempre na companhia de Ricardo Jr e Francisco Russo, que nunca beberam nada, nasciam as mais complexas estratégias políticas, ações jurídicas, tomadas de decisões e, algumas vezes, até mesmo o calendário eleitoral de Porto Claro fora decidido ali, em meio a um calendário-folhinha de comercial do Bar. Geralmente os encontros eram aos sábados, começando por volta das 13:00 e indo até o momento de nossa expulsão com balde de água sanitária e tudo, nunca antes da meia noite!
Com o tempo Rafael Braga acabou se mudando para São Paulo em busca de seu amor e os encontros no Golden Rose foram diminuindo de freqüência.
Até que de súbito, como sempre tudo nesta vida micronacional, voltamos a nos encontrar, mas desta vez no centro do Rio de Janeiro. Eu e Ricardo Jr. trabalhávamos lá, o que alterou a geografia de nossos encontros. Começamos a nos encontrar num boteco, muito sujo também. Sempre foi minha predileção estes ambientes absolutamente rasteiros onde ecoam democraticamente todas as vozes do Brasil, como diria Nelson Rodrigues.
O local, bom, só vendo mesmo para acreditar. O bar encontra-se num beco escuro o qual muitas donzelas têm medo de passar. Mentira, muitos homens também. Um local absolutamente escuro, com máquinas caça níqueis e os piores cachaceiros do mundo, movimentando uma áurea negra de medo promovida por conversas bêbadas em alto som e baixo nível. Com a clientela basicamente formada por sujeitos estranhos, palitos nas bocas desdentadas, muitas correntes douradas nos pulsos e nos pescoços, sujeitos que quando não eram altos, eram imensamente inchados de cachaça. Sempre todos suados, todos bêbados, todos falando alto, todos ameaçadores.
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| Única foto do Beco Escuro |
Bingo, lá era meu lugar, ali eu andava com desenvoltura. E lá propus que nos encontrássemos uma vez, e outra vez e assim por diante várias vezes, sempre na parte da noite, sempre após as 19:00 até sermos expulsos. O nome do bar nunca soube, mas Francisco Russo deu o nome sugestivo de Beco Escuro como ficou conhecido. Lá surgiu a idéia de gravarmos as conversas. Daí o nome Direto do Beco Escuro.
Bom, era o ano de 2006 se não falha a memória. Gustavo Mendes acabara de se eleger Presidente da República pela Frente Plural, eu fui nomeado Ministro da Justiça e Francisco Russo nomeado Ministro da Cultura, ambos somos PSDNistas. Eu também havia sido eleito senador. Disputavam a presidência do senado André Szytko do PDL e Fabiano Carnevale da Frente Plural. Neste palco muito interessante começamos a gravar nossas conversas.
Cada programa rendia mais de uma hora de conversa, de forma que para não ficar muito cansativo, dividimos as seções em mais ou menos 10 minutos, o que nos proporcionava programas diários. Para vocês ouvirem como ficou o primeiro programa, segue o link.
Vocês irão perceber o começo tímido de nós três, como por vezes nos atropelávamos, o burburinho da rua e uma batida irritante e constante. Depois descobrimos que era minha mão socando a mesa. Bom, então fomos para casa aquele dia e o trabalho pesado da edição ficava com Francisco Russo e Ricardo Jr. Meticulosamente, Francisco Russo ouvia toda a conversação e depois seccionava o arquivo nos pontos que achava interessante. Por vezes permitindo o fim de um raciocínio, por vezes aproveitando uma pausa normal dos debatedores, por vezes aproveitando a mudança de assunto. Reconheço que era um trabalho pesado e muito bem executado.
Depois passava para mim, para dar uma escutada e ver como ficou. Raras vezes pedia que modificasse uma secção e apenas em duas vezes sugeri a censura do que foi dito. Uma vez fui pouco elogioso ao Claudio de Castro, Imperador de Reunião, e fiquei com medo de um processo judicial na esfera macro. Na segunda vez tivemos que cortar algumas palavras do Luca Dalbianco, não pelo conteúdo, mas pela sua péssima dicção que deixou ininteligível o programa.
Ricardo Jr. cuidou da vinheta. Trabalhou com cuidado uma música de fundo bem maneira, fazia a apresentação dos convidados, às vezes dava pistas do que seria debatido, tudo terminando num fade out perfeito.
Essa era a práxis, mas no primeiro programa não foi assim. Francisco Russo e Ricardo Jr. fizeram toda a edição sozinhos, eu estava com meu computador quebrado à época. Então não tinha a dimensão do trabalho realizado, não sabia o que esperar, não estava acostumado a ouvir minha voz gravada e nunca ouvira falar de um programa gravado no micromundo.
Sabem como eu ouvi o primeiro programa? Pelo telefone, isso mesmo. Ricardo Jr. finalizou o arquivo, ligou para mim, aumentou o volume e encostou o aparelho do telefone na caixa de som. Ouvi dez minutos, em silêncio, vibrando por dentro, por aquilo que sabia que era um bom trabalho. Mais até, era uma aventura, colocaríamos nossas opiniões, ao vivo, sem cortes, com palavrões, com erros de português para todo mundo ouvir... e criticar!
Foi uma sensação muito estranha e me lembro até hoje do frio na barriga em lançar este programa. Como iriam reagir? Era pesado, falávamos palavrões, eu criticava muita gente, os rapazes também. Bom, foi um sucesso. Era escutado em vários outros micropaíses, recebíamos e-mails. Era muito, muito bom. Pediam para participar também. Acabamos encorajando outros micronacionalistas, como Lima do LimaPodCast e o Veloso que também fez algo com podcast.
Foram muitos programas, fomos melhorando bastante com o tempo, tudo foi ficando cada vez mais interessante. Mudamos o local para o Cine Odeon, porque no meio da Rua tornou-se impraticável devido ao barulho. Certa vez entrevistamos o então Presidente Gustavo Mendes por Skype. Foi bastante marcante.
O programa acabou pela completa falta de agenda entre nós três. Ricardo começou a estudar para a Petrobras – hoje é empregado, isso tomou muito do tempo dele. Eu e Russo também tivemos nossos problemas de horário. Nunca mais fizemos o Direto do Beco como acabou sendo abreviado e conhecido, mas a vontade de voltar nunca desapareceu.
Assim que o Francisco Russo voltar de sua viagem, faremos um, com certeza. Espero que gostem.
Luiz Monteiro é o Chanceler da República de Porto Claro Marcadores: colunas, Luiz Monteiro
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10.1.08 • 11:54 |
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Apresentação
Deoclécio Galvão
Eu não sou jornalista, e para falar a verdade nunca tive nenhuma intenção para com o exercício de profissão tão espinhosa quanto esta; ingressei nesta aventura mais como uma forma de diversão inteligente, e ao mesmo tempo ser participativo, do que pela vontade de escrever (fosse ao menos um daqueles discursos inflamados de cima de palanque...).
Ainda bem que Deus sabe trabalhar com ferramentas insuficientes, é acreditando nisto que eu me lanço nesta nova empreitada.
O que esperar de mim? Não faço a menor idéia! O que por um lado é até bom, levando em consideração que a surpresa aumenta o interesse, (mas algo me diz que não será o meu caso).
Poderia agora falar de vários assuntos que assombra o nosso dia-a-dia, mas não o faço porque sei que não tenho gabarito suficiente para tal façanha, não sou um Arnaldo Jabor da vida para criticar o governo, também não vou fazer desta coluna uma festa de elogios, até porque sou presidente do partido da situação, e não quero ser chamado de puxa saco! Prefiro ficar neutro neste nosso primeiro de muitos encontros, pelo menos eu espero – afinal, ir pra cama no primeiro encontro, não é nem um pouco romântico!
Posso adiantar que irei falar de alguns assuntos de interesse geral na minha próxima coluna: Distritos (um tema que ressuscitou depois de tanto tempo), Atividade, Eleições (quem sabe reeleições), cidadãos inativos, piadas, besteirol (latino-americano)...
Espero que não fiquem desapontados por ter um cidadão inexperiente escrevendo para vocês... bem é isto, não se preocupem com as abobrinhas que escreverei... elas não tem vida própria. Até a próxima quinta.
Deoclécio Galvão é Senador da República de Porto Claro e Presidente do PDL Marcadores: colunas, Deoclécio Galvão
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9.1.08 • 11:08 |
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Minha primeira contribuição
Sávio Erthal
Volto a escrever com a alegria de antes, com a vontade de antes, mas antes do quê? Antes da perda da inocência, perdi a minha inocência micronacional mais por minha culpa, admito, que pela passagem do tempo em Porto Claro, essa nunca me fez mal. Voltei de teimoso, voltei porque sou um sonhador, - que o Presidente não leia isso, ele não sonha - sonho com o dia que Porto Claro possa voltar a exibir debates calorosos e vibrantes sem vulgaridades, sem ter que ler a faixa com a famosa frase do Kennedy em frente a janela do Gabinete Presidencial, um "cala-te" com ares de autoritarismo repetido como frase de efeito.
Sou teimoso porque acredito que quem critica e cobra está fazendo tanto pelo país quanto os destinatários das criticas e cobranças, teimo porque já vi Porto Claro brilhar com os mesmos cidadãos que estão em território nacional e sei que com os novos valores que se juntaram nos últimos três anos, temos toda a capacidade para voltar a brilhar.
Essa semana vou falar um pouco de nossa Maison, nossa Chancelaria, tão tradicional e velha de guerra, que volta e meia nos dava alegrias e surpresas, grandes homens e uma grande mulher já ocuparam aquela cadeira, de características tão diversas quanto Dalbianco e Carnevale, sempre pudemos discordar de seus atos sem que suas respostas fossem levadas ao plano pessoal, na maioria das vezes sem nada a ver com o que fora questionado. Sempre havia uma resposta.
Desde um pouco antes do episódio do domínio de Porto Claro já se percebia um sentimento muito ruim que hoje ainda com mais força predomina nossas relações, Porto Claro nunca foi pequena em suas gestões, nunca as Relações Exteriores de Porto Claro foram baseadas na dicotomia bom/mau; certo/errado, pois acreditar nisso é se limitar o que é por natureza ilimitado, o próprio micronacionalismo.
Não existe no micro ou no macro, depositário único da verdade, da justiça e da moralidade, não se julga uma micronação por critérios aleatórios e pessoais, mas, se for o caso, pela cultura, tecnologia, atividade e capacidade de renovação, não apenas de pessoas, que é cada vez mais difícil, mas principalmente pela renovação de pensamento, as idéias, em prática ou não, sempre foram as asas do micronacionalismo, por isso precisamos também sonhar.
Não se ameaça um Presidente de uma micronação outrora amiga com um crime passível de expulsão distorcendo claramente suas palavras, a lei penal de Porto Claro usada como esteio para a falta de atenção e cuidado com as coisas públicas, o Chanceler da República de Porto Claro praticamente mandando que o Presidente de Mallorca fizesse as malas e sumisse, porque? Não gosta dele, os amigos do Chanceler não gostam dele e pronto.
Mas aplaudo, de pé e acordado, iniciativas como a da Federação das Empresas Privadas, fico encantado com a persistência e coragem do jovem Vinícios Prates e extasiado com outras áreas da administração pública como a Cultura lutando contra a fraca participação popular, pois nessas horas é que precisamos de Governo, aplaudo a coragem dos que estão aqui, lutando pra não se deixarem corromper com a difusão do pensamento oficial de que há uma guerra entre mocinhos contra bandidos.
Pensar dessa forma é acreditar e, pior, fazer acreditar que o micronacionalismo se divide entre guardiões da moralidade versus paplistas espiões, entre micronações amigas e inimigas e nunca vai admitir que sim, podemos aprender e ensinar o micronacionalismo juntos, sem que isso signifique união, fusão ou qualquer outra idéia que vise desfragmentar o micronacionalismo.
Encerro aqui minha primeira participação, até as seguintes, uma ótima semana a todos e para não sair do caminho espinhoso das citações, uma de Tácito: "Quem se enfada pelas críticas, reconhece que as tenha merecido".
Sávio Erthal Moraes, cidadão de Porto Claro, foi Presidente da República por duas vezes Marcadores: colunas, Sávio Erthal
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8.1.08 • 14:57 |
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Confissões
Luiz Monteiro
Prezados Leitores, para esta minha primeira coluna após muito tempo sem escrever para imprensa, dúvidas atrozes me acometem incessantemente. Afinal, o que eu vou escrever nesta primeira coluna do ano, que se pretende semanal? Eu, em minha imensa pretensão e arrogância pensei: “Preciso achar um tema que seja fundamental, exasperante, corajoso e principalmente novo”.
Ainda, dentro de minhas divagações, o estilo de minha escrita logo tomou conta de todo o espaço de pensamentos, como que absolutamente imprescindível saber primeiro o “como” iria escrever para depois pensar no “que”. Lembrei dos Boletins do Ministério do Trabalho, quem em 1998 escrevia, de maneira muito simples, juntando as qualidades dos desocupados e a descrição dos postos de trabalho livres. Tempo remotíssimo, minha escrita mudara muito. Lembrei ainda de minhas passagens pela Folha de Porto Claro, onde escrevia colunas enormes analisando as condutas passadas, presentes e futuras de meus heróis e anti-heróis (nunca vilões) políticos, como Rafael Braga, Fabiano Carnevale, Francisco Russo, Daniel Saes, Aluízio Fagundes e outros que tive o privilégio de ver ocupar as cadeiras do poder.
Mas, ainda que pense nestes tempos com saudade e no ofício de então com certo orgulho, sei que hoje não sou mais o mesmo. Embora saiba que tenho a capacidade de manipular a palavra – e isso indiscutivelmente me dá prazer – não sou mais aquele jornalista. Depois lembrei do Papo de Botequim, poucas e engraçadíssimas edições – pelo menos em minha opinião. Geralmente escrevia o Papo de Botequim bêbado, ou pelo menos tentava. No dia seguinte, já sóbrio... Mentira! Menos bêbado, então àquele tempo vivia 24h por dia ébrio pelo álcool, relia o que escrevia e adorava! Fazia pequenas mudanças de estilo e mandava ao meu querido editor – Francisco Russo e o mesmo publicava sem alterar uma vírgula.
Não sou mais aquela pessoa, não bebo mais. Logo, apesar de não ser difícil retornar aquele tom, não é o que quero. Pois bem. Já escrevi três parágrafos num formato de conversa franca com o leitor, vou adotá-lo pois para o resto deste texto.
Uma vez definido “como”, subitamente sou devolvido as dolorosas dúvidas sobre o tema central do texto, o meu “o que”. Continuam me martelando as qualidades que o texto deve ter “fundamental, exasperante, corajoso e novo”.
Vários temas me passaram pela cabeça agora. Analisar a conduta do Chanceler de Porto Claro, colocando em xeque sua imprudente forma de dirigir-se em assuntos polêmicos, rememorando suas infindáveis e marcantes diferenças com o partido do Presidente da República e com o próprio Presidente da República. O absoluto contra-senso da indicação deste senhor e a aparente manutenção do mesmo ao gosto do Presidente da República.
De certo que o Presidente da República já deu a desculpa pública que o Chanceler é velho conhecido do micromundo, bem como conhece várias figuras internacionais. Embora colecione fortes inimigos dentro da República, coleciona também fortíssimos amigos fora desta, e, como argumento final, estaria o Executivo desprovido de gente confiável para o cargo.
Por outro lado, é evidente aos olhos de qualquer político portoclarense mais tarimbado que tais argumentos não resistem a nenhuma análise caprichada. Estas pequenas qualidades de forma alguma suplantam o eterno inconveniente do Presidente da República em manter ao seu lado um PSDNista de carteirinha que, sempre e tanto quanto pode, atacou o PDL. Mais, atacou a ele mesmo e detratou seus amigos mais íntimos do poder, como Rodolfo Alvarellos. Para quem não sabe, o Chanceler Luiz Monteiro fora processado penalmente por crime contra a honra, advertido administrativamente e demitido da Maison Diplomatique, tudo em virtude de diferenças com Rodolfo Alvarellos, que vem a ser o atual Vice-Presidente da República e diplomata. Diga-se de passagem, Luiz Monteiro mereceu cada uma das penas.
É cristalino como a água das cachoeiras de Pirraines que o Chanceler não se comporta como estadista. O empregado do Presidente é constantemente visto na praça que fica em frente ao Palácio Diamante discutindo aos gritos com opositores do governo, bem como autoridades máximas de outros países. A ilustrar a passagem, vimos esta semana o Chanceler bater boca com o então Presidente de Mallorca, o qual não concedeu visto diplomático, em pleno passeio público.
A pergunta é: O que segura este Chanceler em seu cargo? A velha desculpa de não haver gente para o trabalho e do mesmo circular com desenvoltura nos meandros e na história dos demais personagens internacionais, com bem se vê, são fraquíssimas frente aos diuturnos constrangimentos que seus atos rendem ao governo.
Há quem diga que, no fundo, o Chanceler sem o saber, diz exatamente o que o Presidente pensa, no tom que este gostaria de se expressar, mas não pode. Sob este ponto de vista, ver seu Chanceler sair no tapa no quintal da sede do executivo ou ainda passar esbaforido e gritando em meio ao passeio público não são em verdade desvantagens ou constrangimentos, mas ossos do ofício.
Mas este tema é por demais estranho, afinal o jornalista que vos escreve é o próprio Chanceler!
Imaginei ainda abordar de forma sistemática e didática a nova política diplomática de Porto Claro consolidada pragmaticamente a luz da nova realidade micronacional de crise de atividade. Tratar com segurança e sinceridade o motivo das constantes recusas ao ingresso de diplomatas na Maison Diplomatique, ou ainda observar o papel destinado a Pasargada, Sofia, Reunião e Mallorca no trato com a República de Porto Claro. Mais uma vez soaria estranho fazê-lo sem antes esclarecer pública e oficialmente tais aspectos.
Espero ser cobrado por isso em praça pública.
Poderia ainda escrever laudas e laudas sobre o comportamento cotidiano de uma sociedade portoclarense que, reconhecendo-se em crise de atividade, insurge-se de toda forma contra o Poder Executivo indagando ao mesmo o que faz, o que fazer, quais soluções e saídas. Uns, de forma absolutamente divorciada do mínimo senso de solidariedade em sociedade, levantam suas vozes contra o governo em reclamos egoístas sem nada se dispor a fazer. Outros, encobertos por um véu delirante de desfaçatez, imprimem ao governo a faca da decisão lhe dizendo habilmente: Chame a todos os partidos políticos, notáveis sociais, representantes dos órgãos privados, para juntos discutirmos uma solução.
Tanto uns como outros não se dão conta que hoje a forma de nosso micronacionalismo simplificou-se, para o bem ou para o mal.
Uns, os egoístas de plenos pulmões, não percebem que o tempo de seus alaridos poderia melhor ser utilizado em projetos pessoais. Olha só que encontro perfeito para o egoísta: Utilizar o tempo para seu proveito próprio. Engrossar a fileira de um partido político, defender uma bandeira para determinado setor, enfim, autopromover-se e fazer a espiral da atividade brilhar de forma ascendente, ainda que egoisticamente.
Outros, os dissimulados ululantes, revestidos de seu magnificente cinismo, precisam perceber que sua retórica de união, ou melhor, de falta de união motivada pelo Executivo, é um discurso por demais démodé e mesmo pueril. Um Poder Executivo, formado por membros de todos os partidos – isso mesmo, PDL, PSDN, FP, P3D e apartidários, que tem ainda sua lista de discussão interna aberta a qualquer colaborador, que se elegeu único e sozinho em uma eleição que na verdade mais assemelhou-se a um referendo não pode ser, de forma alguma, culpado de não chamar a sociedade para o debate.
Uns e outros, em verdade, tem que se dar ao trabalho de fazer surgir estas discussões em própria lista nacional, assumindo todos sua parcela de culpa – que não é nada mais nada menos que o pecadilho de não se doar alguns breves instantes para construções inteligentes sobre nosso país, sem a preocupação de procurar culpados. Uns e outros, ao culpar o Presidente da República, não percebem que em verdade este foi o único herói que teve a coragem de pegar um país parado, mergulhado na inatividade, a custa de seu único esforço, sabendo de ante-mão que seria achincalhado na sorte ou no azar. A ingratidão e a solidão são os únicos acompanhantes fiéis dos Presidentes da República de Porto Claro.
Este é um tema que merece uma dissecação mais premeditada, possivelmente mais de uma coluna e, contudo, esta já está bem adiantada. A possibilidade de não ser compreendido é grande. Logo então me vem a cabeça fazer o que usualmente os jornalistas fazem: Abusar da posição privilegiada junto ao poder para trazer novidades. Tenho notícias quentes junto ao Ministro Ruggero Finneti. Notícias de primeira mão e alentadoras.
Batem à minha porta.
Quem será que me incomoda agora, no meio de meus pensamentos. Me levanto lentamente e abro a porta. E qual não é minha surpresa e espanto ao ver o Cidadão Vinícius Prates? Que cara corajoso, penso eu, vir aqui no meu escritório, de surpresa e poucos dias após eu ter lhe dirigido algumas ásperas palavras. Por acaso eu estava com sua Coluna da Chrono na mão, acabara de lê-la.
Em verdade achei pouco corajosa, alguns erros de português, mas muito franca, direta e cordial. Acima de tudo gostei por sua participação na Chrono. É a espiral da atividade sendo percorrida no sentido ascendente. Isso de fato me deixou muito feliz. Ao recebê-lo, disfarcei minhas críticas e lhe disse o quanto gostara de ter se exposto. Dentro das redações dos jornais, nossas discussões ganhariam muito.
Falamos amenidades, me perguntou sobre a possibilidade de processar o presidente por ter lhe chamado de moleque, havia ficado muito irritado, ainda estava. Disse-lhe rapidamente que isto era uma besteira. Eis mais um tema: até que ponto as ofensas irrogadas em discussões políticas constituem-se em crime ou falta de urbanidade, se merecem aplicação do código profilático repressor legal ou se merecem as conseqüências sociais de um indivíduo não desejado.
Falamos também de um possível jornal a ser lançado na sexta feira. Gostei, discutimos formatos, publicação, linha editorial. Muito mais interessante fazer do que falar... tudo volta a este tema.
Percebo que me alonguei demais e discretamente finjo esquecer as notícias que tinha coletado junto ao Ministro da Cultura. Minha coluna está longa demais. Sinto que nada disse. Mentira! Pela segunda vez no meio de meu texto escrevo esta palavra seguida do ponto de exclamação.
Retomando: Mentira! Sinto que disse muito, mas pela metade. Possivelmente passarei incompreendido, mas não importa. Consegui começar, voltei a escrever. Isso me deixa feliz, me faz sentir que entrei na espiral da atividade no sentido ascendente. Na próxima terça feira, me dedicarei a um único assunto, prometo.
E logo mergulho novamente em meus devaneios sobre um tema “fundamental, exasperante, corajoso e principalmente novo”...
Luiz Monteiro é o Chanceler da República de Porto Claro Marcadores: colunas, Luiz Monteiro
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7.1.08 • 19:43 |
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Mesa Redonda
Vinícius Prates
Olá, amigos leitores e colaboradores da Revista Chrono é muito bom estar aqui hoje começando o meu primeiro trabalho em Porto Claro e no mundo micronacional, após 09 (nove), longos anos.
Sinto-me feliz, e ao mesmo tempo triste. Feliz por reencontrar velhos amigos e fazer novos, e triste pela crise micronacional, que o nosso país (Brasil) enfrenta.
Em tudo e a todo tempo, temos crise, temos crise nas relações conjugais, crise na religião, crise no esporte, crise financeira e assim por diante. A grande diferença de todas essas crises é o modo como as enfrentamos.
Mas vamos voltar para dentro daquilo que é nosso, para Porto Claro, que juntamente com as outras micronações se encontra em crise, problemas estruturais graves, muita confusão, discórdia, inatividades, poucos cidadãos e um governo, bom deixam pra lá. O que eu, você ai do outro lado e todos de Porto Claro temos que refletir é o mesmo que todos os que enfrentam as crises citadas acima e muitas outras devem fazer e muitas vezes não o fazem, daí o fracasso.
A questão é, primeira o governo, as autoridades, a oposição e todos os cidadãos, chegarem a esta conclusão que cheguei: Estamos em crise! E segundo, juntarmos todos, tirar a vaidade individual de lado e fazer uma “mesa redonda”, com presidente, ministros, juiz, senador, “faladores de merda”, todos. E falar olha como vamos enfrentar e vencer essa crise, o que podemos fazer?, Onde podemos melhorar?, O que devemos criar? E o que devemos excluir?. Criar uma meta responsável e coesa de onde partir e onde chegar, e o tempo estimado para cada coisa.
É difícil? É, Mas não impossível, e o que vejo em Porto Claro, dos tempos atuais é que se fala muito e se faz pouco. Aí vão vir os “falastrões”, e vão dizer que esse é o meu caso. Não, não é, sou um cidadão com defeitos e qualidades, como qualquer outro em Porto Claro, e tenho apenas 10 dias de cidadania após meu retorno. Neste curto espaço de tempo, tentei administrar sem sucesso o Distrito de Danielle, e sô desisti por que senti que não me seria dada à administração (Quando um não quer, dois não brigam), consegui através de “boas” conversas, ter a participação no retorno de bons companheiros, como o [Caio Peters]Fevereiro e o Gustavo [Mendes], e consegui um emprego, em que me encontro ativo aqui na Chrono como todos podem observar. Então, não vou e não posso me considerar um cidadão que “não faz nada”.
E me disponho, a me juntar com todos para que façamos essa “mesa redonda”, deixando de lado a oposição, e a desavença em prol de algo maior e mais digno que é a nossa queria Porto Claro.
Muito obrigado a todos e até semana que vem.
Vinícius Prates é cidadão provisório da República de Porto Claro. Marcadores: colunas, Vinícius Prates
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7.2.07 • 15:50 |
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Política etc
Fabiano Carnevale
De Corpo e Alma
Para os desavisados vale a advertência: períodos eleitorais em Porto Claro provocam chuvas e trovoadas. Principalmente com o surgimento do novo partido, que tem o corpo e a alma do campo majoritário do PT brasileiro. As semelhanças entre esses dois movimentos vão além da filiação/simpatia partidária macro dos seus fundadores.
O discurso arrogante, que se auto-imputa uma determinada superioridade numérica, provoca propositadamente a desideologização dos processos políticos, como se as escolhas democráticas fossem escolhas de afinidade e não de idéias. Personalizam as divergências políticas para fugir do debate franco e aberto que a democracia exige.
Em outras palavras, o P3D já começa sua trajetória como um partido mesquinho. Sob o discurso da novidade, as afirmações dos principais dirigentes cheiram a mofo antiquérrimo. Estão caindo na tentação de utilizar o Estado na campanha, e o processo começou pela ANN. Aliás, a ocupação política do órgão é uma grave falha que o governo insiste em fingir que não existe.
A principal diferença entre o campo majoritário petista e os 3D's é que neste último são vários os "Zés Dirceus"...
Saída Tardia
A saída de Paulo Azize da SCJ retira do Judiciário o peso de sua presença. Totalmente incompatível com o cargo, o xerife utilizou seu cargo para, entre outras coisas, pressionar o parlamento, ameaçar cidadãos e fazer política nas suas setenças, além de transformar a Justiça numa entidade praticamente inacessível ao - para utilizar um termo cunhado pelo próprio - "portoclarense comum". Já foi tarde.
Adamastor, o Burocrata
Adamastor acredita em tudo o que os políticos portoclarenses falam e tem carteira do Clube dos Adoradores de Luca Dalbianco (o famoso CALUDA). É a favor da filiação política dos juízes porque assim pode escolher melhor o seu predileto, igual nas eleições.
De: Anabela Gradim, Para: Direção da ANN
Sr. Diretor da ANN,
Se a função do jornal é informar os seus leitores, tal significa, em primeiro lugar, que a coisa mais importante do jornal, a única coisa importante, são as suas notícias. Não são, pois, os jornalistas, as emoções dos jornalistas, os perigos que correu, as batalhas que travou, bem como a sua pequena sede de fama e estrelato, assuntos que mereçam ser noticiados. O jornalista não é notícia, não é a notícia, e, pese embora a crescente pressão motivada por uma concorrência feroz entre os media, não deve nunca confundir-se com ela.
Sendo o jornal uma empresa que produz e divulga notícias, não pode servir interesses criados, nem outros interesses que o seu interesse de informar. O jornal não serve para dar cumprimentos, tecer loas, promover partidos, personalidades ou ideais, ganhar eleições, forjar mitos, arregimentar hostes ou empreender guerras santas. Nem o inverso. O jornal não serve para desacreditar pessoas ou instituições, pagar favores, perseguir inimigos, encetar campanhas, comprometer-se com acções de propaganda ou servir de trampolim para se atingirem fins velados de natureza pessoal.
Entende-se como parte fundamental do serviço prestado por um jornal o contributo que este presta para a análise dos acontecimentos, o esclarecimento e a formação dos seus leitores. E por isso a opinião não é parente pobre da informação, nem vice-versa. São produtos diferentes, que visam objectivos diferentes e possuem igual estatuto e dignidade.
Anabela Gradim é professora de comunicação social da Universidade Beira Interior, em Portugal. O texto acima foi retirado do "Manual de Jornalismo", que pode ser encontrado, na íntegra aqui.
Fabiano Carnevale é o Presidente do Senado de Porto Claro Marcadores: carnevale, colunas
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31.1.07 • 15:02 |
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Política etc
Fabiano Carnevale
A nova configuração política de PC
A criação de um novo grande partido de centro-direita e a reaglutinação do campo progressista dentro da Frente Plural é a mais interessante movimentação política do país dos últimos anos. A aliança conservadora que se forma (e que vai unir o PSDN carnalmente e o PDL pontualmente) é uma reação direta ao processo de retomada da política promovida pela centro-esquerda no país.
Surgindo como um movimento oportunista para garantir legenda à reeleição do presidente, o P3D (que mais parece nome de software gerenciador de placa de vídeo) acaba de ser fundado, se declarando democrata, da diversidade e do desenvolvimento. É a nova face do centrismo desideologizado que volta e meia seduz os menos capacitados para o diálogo democrático.
A ironia é que o novo partido esvazia e se apropria do papel que o PSDN ocupava no cenário político. Vai restar ao velho partidão ser intestinalmente ligado ao P3D, formando uma espécie de federação informal. Vai voltar aos tempos da longa aliança com o PN, sendo que dessa vez caberá aos sociais-democratas o papel de coadjuvantes. No máximo, conseguirão uma "concertación" à moda de Porto Claro, mas os quadros do PSDN estão velhos e cansados...
O PDL deve seguir na sua trajetória azeda - fazendo acordos eleitorais pontuais com todos os partidos -, ainda que também tendam a perder espaço para o novo partido.
Com um projeto político divergente, surge uma rearticulação da centro-esquerda a partir da Frente Plural. A saída dos gustavistas, revitalizou o movimento. Depois de alguns meses numa disputa intensa entre significados e discursos, a saída do trio direitista demonstra a vivacidade do movimento. Mesmo em minoria internamente, conseguimos resgatar o espírito rebelde dos primeiros dias da FP. A partir de divergências pontuais, reconquistamos o espaço de discussão interna a partir da consistência de nossas colocações e pela irrefutabilidade dos fatos apresentados.
O reconhecimento desta reconquista vem acompanhado do amadurecimento de uma aproximação entre a esquerda da FP, o PSL de Edson Veloso e a quase mítica presença de Rafael Braga, para a disputa eleitoral e mais além, para formar uma nova frente de debates e proposições progressistas.
É um momento sui generis. Quem for ativo, verá...
PSCJ?
Dois dos três juízes da Suprema Corte de Justiça assinam o manifesto de fundação do novo partido. É ruim para a democracia, péssimo para a Justiça e temerário para a sociedade que toda a SCJ esteja envolvida em movimentos partidários.
Adamastor, o burocrata
Adamastor está empolgado como poucas vezes antes e até já comprou um botton do novo partido.
Tia Fátima, a professorinha
Tia Fátima está encontrando dificuldades para compreender algumas pérolas do gustavo-azizismo no manifesto do P3D. Ela não sabe explicar o que os çábios quiseram dizer quando afirmaram que "Porto Claro é maior que questões partidárias pessoais". Não sabe se estavam dizendo que partidos são pessoais ou que as pessoas são partidárias. Para quem se diz cansado de ambiguidades, o novo partido já começa em crise.
Fabiano Carnevale é o Presidente do Senado de Porto Claro Marcadores: carnevale, colunas
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20.1.07 • 21:04 |
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Memória e Poder
Fernando Henrique
A um observador atento da dinâmica micronacional, notará que a História desempenha um papel que é pouco reconhecido pelos praticantes da Micronacionalidade ou mesmo distorcido pelos leigos na arte da historiografia.
A princípio, emprega-se a História como um elemento que dará “legitimidade” à micronação, pois preencherá as lacunas temporais que darão sentido ao processo cujo fim é o tempo presente da micronação no instante de seu aparecimento. Logo, é um acessório à serviço da saga criada pelo Fundador ou Fundadores da nova nação simulada. O produto é geralmente engenhoso, possibilitando ao seu produtor a possibilidade única de inventar, distorcer e até mesmo estuprar os registros históricos oficiais, assumindo uma condição de “semi-deus” ao erguer ilhas onde antes havia apenas o mar aberto, criando guerras onde as conjunturas político-econômicas não eram propícias, ao aclamar um distante parente como descendente de uma dinastia cujo trono perdeu-se a tempos imemoriais.
Dificilmente, no entanto, o Fundador se debruça longamente sobre a preocupação de dar uma razão histórica ao seu país nascente, pois os propósitos em se fundar uma micronação mudam ao longo dos anos. É certo que este autor não se preocupará em levantar argumentações referentes à Problemática da Criação na Micronacionalidade neste ensaio. Mas merece registro, no entanto, a constatação de um empobrecimento geral do elemento História como subsídio à saga constituinte das micronações, em função da não-permanência da maioria dos Estados. Das dezenas de micronações criadas, a grande maioria não passa de registros rasos de idéias, verdadeiros Estados fantasmas, que tão cedo surgem, tão logo desaparecem, e com elas morre o nome, o seu propósito e o pouco de memória que podem ter gerado, de maneira que quase ninguém – fora o próprio Fundador – irá se lembrar de sua existência. Mas há aquelas poucas que sobreviveram, ganharam notoriedade, e é ato criminoso narrar o passado do hemisfério sem fazer constantes menções das maiores dentre as sobreviventes. Nelas, vemos uma bem-delineada ficção histórica que por pouco não beira a própria verdade testemunhada pelos registros oficiais e não-oficiais.
Mas há um outro uso que atiçou a curiosidade deste autor e o motivou à reflexão: a questão da Memória histórica na forma de um instrumento de poder ao nível micronacional. Em geral, o desenvolvimento do micronacionalismo e da micropatriologia é acompanhado pela imprensa na forma dos periódicos que selecionam e registram os eventos que tomam parte no cotidiano da micronação ou conjunto de micronações onde exercem a cobertura jornalística.
À primeira vista, a noção de poder no exercício da Micronacionalidade é atrelado à autoridade estatal e a prática política. Nesse sentido, a noção de poder estaria, em primeiro lugar, vinculada a um conjunto de normas jurídicas que governam a dinâmica institucional do país e que é geralmente confundida com a possibilidade de mando. Uma compreensão de fato limitada desta questão, mas que não peca em sua conjectura, tanto é verdade que não é raro usar da prerrogativa de uma futura ascensão hierárquica dentro da micronação como um instrumento de catequese de novos partícipes dessa prática civil simulada. É certo que nesse aspecto, o exercício do mando é nulo sem uma reação que complete a atitude de dominação, que é, portanto, a obediência ao “cumpra-se”. A autoridade estatal, no entanto, em função de sua organização, é variável, e responde aos valores e ideais daqueles que constituem o Estado e a Nação da micronação criada e, portanto, o pacto firmado entre os indivíduos que formam esse grupo pressupõe a sujeição ao Império da Lei. À medida que os integrantes da sociedade civil desenvolvem-se enquanto agentes históricos e adquirem maturidade política, o espaço para o exercício do mando reduz por conseqüência, diluindo o poder constituído pela norma, e em última instância chegando a provocar o rompimento do pacto.
Diante deste cenário, a imprensa surge como um discreto instrumento, geralmente sob iniciativa da autoridade estatal, preocupado em reverter esse processo de esvaziamento do mando da autoridade, ao realizar a promoção dos atos e iniciativas do Estado ao qual pertence e, por conseguinte, dos nomes que assinam tais atos ou tomam tais iniciativas. Paralelo à promoção ocorre o registro, e entra em cena a historiografia oficial realizada a partir dos acervos jornalísticos mantidas pelo Estado empregadas como fontes ao historiador. É este conteúdo que dá sustento ao registro da Memória nas micronações!.
Mas há um outro aspecto referente à noção de poder que está em seu momento inicial de ascensão em meio à Micronacionalidade: a preservação do legado. A dinâmica micronacional é caracterizada pela curta-duração de seus fenômenos, o que acaba por prejudicar o registro de dados que assegurem uma continuidade ou hereditariedade de informações tanto entre indivíduos quanto entre entes micronacionais. No entanto, o registro é atrelado ao ativismo do indivíduo e mediante seu grau de envolvimento para com o grupo, este o “honra” com o registro pela imprensa – prática mais usual, diante das iniciativas praticadas pelo indivíduo – e em caso último, eternizando-o no hall dos notáveis. Algo é claro, reservado aos que alcançam os patamares mais elevados da hierarquia da nação e sobreviventes à onerosa espera que isso implica, combinada com uma prática virtuosa segundo os doutrinários conhecidos da Política.
A Memória histórica enquanto legado é o sustentáculo da meritocracia que entendemos por Micronacionalidade, e nesse cenário constitui um instrumento de poder mais eficaz que o mando, pois seus efeitos não cessam com o fim do exercício de cargo e a própria vivência do meritocrata é transformada em prática aceitável. Torná-la, portanto, nos modelos doutrinários dos mecanismos de catequese é o objetivo último do micronacionalista identificado com a prática meritocrática.
A historiografia micropatriológica ainda aspira por dar seus passos iniciais fora da tradição narrativo-descritiva, mas as transformações recentes que se manifestam sobre a questão do esvaziamento da autoridade e o exercício do poderão sugerir ao micropatriólogo – e no historiador – o aparecimento de novos problemas e o aperfeiçoamento da Micronacionalidade.
Fernando Henrique é cidadão da República de Porto Claro Marcadores: colunas, fhenrique
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19.1.07 • 14:46 |
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Política etc
Fabiano Carnevale
A esquerda contra o pão com manteiga
O fim do PV, a intensa disputa de significados na Frente Plural e a fraqueza numérica do PSL, colocam novamente a necessidade de uma frente articulada a partir de uma plataforma política clara, democrática e progressista.
Primeiramente, seria importante contextualizar o que seriam as idéias de esquerda na Porto Claro atual. Não tenho dúvidas de que entre a esquerda da FP, o PSL de Edson Veloso, Rafael Braga e alguns setores do centro, como o Sávio Erthal, existem diversos pontos em comum, e que necessitariam ser trabalhados juntos.
Na minha opinião, a grande diferença entre direita e esquerda hoje em dia se dá no plano da "segurança". A aliança conservadora (hoje uma espécie de geléia geral entre PSDN, os gustavistas da FP e o PDL), defende um país cada vez mais desconfiado e punitivo. Priorizam as leis e regulamentos em detrimento da política do cotidiano, aquela que falávamos já em 1997, na fundação do Partido Verde.
Essa opção pela burocracia estatal, busca transformar a política num conjunto de regras onde as divergências só podem ser resolvidas com questões legais e não com idéias. Nesse aspecto, é exemplar o debate impulsionado pela proposta de extinção da pena de expulsão.
Quando perderam nas idéias, incurtiram na sociedade a imagem de que era uma proposta incompleta do ponto-de-vista jurídico, como se as pessoas estivesses cometendo um crime ao votar pelo fim da expulsão. Omitiram deliberadamente que a consulta popular visa provocar opções ideológicas e apontar aos legisladores as mudanças que estiverem mais de acordo com o sentimento geral da sociedade.
Ao apelar para o argumento jurídico - que só apareceu no final dos debates, quase como um desespero - os defensores do "não" foram desonestos intelectualmente. Distorceram e massacraram o debate, transformando as divergências em mera questão legal, quando o que sempre esteve em jogo foi uma opção política. Deu no que deu.
Enquanto não houver um campo progressista suprapartidário que discuta em conjunto e com seriedade os problemas de nossa micronação, estaremos sempre condenados a chafurdar na merda dos debates mesquinhos, baseados em "pequenezas" técnico-burocratas. Quando um argumento ideológico é combatido com uma lógica jurídica, quem mais perde é a democracia da nossa simulação de país.
Em 1997, o PV foi fundado com o lema "Vanguarda, Ecologia e Socialismo". Ao perguntar a Rafael Braga sobre o papel da vanguarda nos dias de hoje, ele me disse que "é ter a coragem de se posicionar com um discurso ousado, firme, dissonante da média com pão e manteiga que é servida todos os dias na Lista Nacional". Quando perguntei ao Veloso o que era ser de esquerda no micronacionalismo, ele me disse que era "preciso lutar contra o pensamento dos partidos sem ideologias, que pregam o amiguismo [,] (...) fazer a luta pela coletivização das ações e a democratização radical do governo".
Estamos todos falando a mesma coisa.
Candidato único?
É preocupante a falta de candidatos a cargos eletivos em Porto Claro. Podemos caminhar para mais uma eleição com candidatura presidencial única e menos candidatos que vagas para o Senado. E o dia que não houver mais candidatos?
Adamastor, o burocrata
Adamastor trabalha no Senado e acredita nos políticos portoclarenses. Está aguardando o pacotão do governo para comprar a nova TV da sala.
A Imprensa e Frente Plural
É assustadora a falta de interesse jornalístico dos órgãos de comunicação de PC. Quase todos já deram algum palpite sobre a atual conjuntura da FP. Nenhum buscou informações apuradas e se dedicou a realmente compreender o que acontece por lá. Desconhecem o formato da organização interna, o que levam a tecer análises baseadas em fatos irreais.
Se o Presidente Gustavo resolver tentar a reeleição, dificilmente será impedido, já que o estatuto interno da FP prevê a realização de eleição primária aberta no caso do consenso não ser estabelecido (o mais provável cenário), o que significa que a FP transfere o poder de decisão à população.
Fabiano Carnevale Presidente do Senado Marcadores: carnevale, colunas
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11.1.07 • 20:09 |
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Política etc
Fabiano Carnevale
Investigação Cor-de-Rosa
A investigação levada a cabo pelo governo contra Armando de Kergaz é digna de uma história da "pantera cor-de-rosa". Sigilosa e exaltada pelo governo, a investigação teve ser ápice na semana passada, quando o investigado pediu educamente que o governo retirasse sua permissão de administrador do site da ANN. Enquanto o governo jogava para a platéia, o "perigoso meliante" (que era um prócer do governo até pouco tempo atrás) podia ter usado e abusado do site oficial.
Os burocratas do governo já se apressaram para justificar como uma "falha técnica" a não-retirada do ex-diretor. Se a investigação corresse de forma transparente, teríamos mais chances de uma comunicação intra-ministerial e mais ainda, de uma fiscalização da sociedade e quem sabe, teríamos identificado e corrijido o erro antes.
É importante não perder a perspectiva de que somos uma simulação de política e diplomacia e não uma simulação de polícia e tribunais. Uma coisa leva a uma democracia ativa e transformadora, a segunda nos leva a ser uma mera repetição da idiotice dos Estados macro.
Recordar é viver?
É vil a estratégia utilizada por alguns próceres do PSDN para marcar o ex-presidente Sávio com um crime cometido há algum tempo. Se fosse para recordar todos os passados, seria justo também que Francisco Russo assumiu seu primeiro mandato dando o que hoje seria considerado um "golpe branco". Ou que Paulo Azize fraudou o maior sistema micronacional de entretenimento já criado, o E-Stadium, para beneficiar seu time de futebol. Ou ainda que Ricardo Jr./Luiz Monteiro são co-autores do ato mais hostil praticado pelo Estado portoclarense desde a II Guerra Civil. A diferença entre os crimes do Sávio e desses três, é que o primeiro foi condenando e cumpriu sua pena. Já o resto...
Inútil
O Çábio da República considera inútil um debate que movimenta 300 mensagens num mês.... Ou o Çábio não gosta de debates ou não gosta de micronações. Afinal, o Çábio quer uma simulação de país ou quer jogar Civilization?
As 3 perguntas
Na primeira série de "3 perguntas para:" fomos brindados com um pouco da enorme diversidade de pensamentos e idéias que temos no nosso país. Francisco Russo, Edson Veloso e Rafael Braga discorreram sobre temas que passo a tratar a partir da semana que vem, tentando promover algum tipo de diálogo com as respostas apresentadas.
Plebiscito
Esqueça todo o contorcionismo conservador para justificar a pena de expulsão e a declaração de guerra. Do dia 12 ao 19, Porto Claro terá mais uma oportunidade de demonstrar sua convicção pacifista e democrática. Acima de toda a retórica pragmática da "segurança", estaremos votando no projeto de simulação de país que queremos. Vote SIM!
Fabiano Carnevale Presidente do Senado Marcadores: carnevale, colunas
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3.1.07 • 19:27 |
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Política etc
Fabiano Carnevale
A Pobreza do Micronacionalismo
A comparação feita pelos senadores Luiz Monteiro e Edson Veloso entre o episódio Kergaz e a pobreza no Brasil ultraja o micronacionalismo. Além de ser um drama digno de uma reprise de novela mexicana, confunde e distorce as simulações de países.
Comparar uma vida miserável no Brasil, onde condições humanas fundamentais não são respeitadas, com uma fraude em uma simulação de país - que é uma "brincadeira" de uma minoria abastada -, menospreza o situação do primeiro e mascara as motivações do segundo.
Os senadores precisam deixar o computador de lado e fazer uma visita à Brasília Teimosa ou ao Complexo do Alemão. Lá encontrarão muita gente sem saneamento, urbanização, segurança ou propriedade. Poderão ver que por lá há pouquíssimos computadores, duvido que encontrem algum micronacionalista e duvido ainda mais que encontrem um paple.
Para os nobres senadores, o micronacionalismo é tão importante quanto o dia-a-dia de um brasileiro pobre. Pobre micronacionalismo.
Uma Década
Entro em meu trigésimo ano de vida e no décimo de micronacionalismo. Depois de 1 ano e meio assumindo mandatos públicos, o cansaço já me persegue. As reformas na casinha já começaram. A construção da sede da Editora Cunani também. Sair dos gabinetes empoeirados para uma sala incrustada na floresta de Pirraines será um alívio.
Os Argumentos do Comendador
Contando por alto, do dia 21 ao dia 30 de dezembro, o Comendador Monteiro me chamou de "doente" 35 vezes, isso mesmo: 35. Durante o mesmo período, no ranking do ódio, constava: 10 vezes em que me chamou de "nojento", 8 de "complexado", 5 de "repulsivo" e 4 de "asqueroso". Incluem-se também na vasta lista de elogios feitos a mim pelo Comendador alguns carinhos como "idiota", "escroto", "pobre diabo", "ferida podre" e "louco". O Comendador agora quer uma CPI para julgar minha falta de decoro.
Tia Fátima, a professorinha
Tia Fátima dá aulas numa escola pública de Pirraines e gostaria de saber o que o Presidente da República quis dizer quando afirmou que as "pessoas que estão no Maison conquistaram o serviço por “competência, não por voto (...) diferentemente do Senado". Não sabe se ele quis apenas valorizar o serviço prestado pela burocracia da Maison, ou se estava dizendo que os eleitores costumam eleger incompetentes, o que, no fundo, poderia explicar a ascensão do Príncipe ao Palácio Diamante.
Afogando o sedento
Para ilustrar sua defesa às restrições dos direitos fundamentais, o Presidente da SCJ disse que as correntes políticas defensoras radicais da liberdade e da democracia eram como se "para combater a sede, afogássemos o sedento". O juiz propõe que combatamos a sede proibindo a água.
Cordão dos puxa-sacos
De uma mente livre e fatigada do governo: "o maior problema do Presidente é só gostar de quem lhe puxa o saco, quem lhe critica é repreendido, ou pela lista do governo, ou pelo MSN". Está explicada a ascensão do PSDN no governo e de ser esse o primeiro partido no qual a cúpula já começou a apoiar publicamente a reeleição do Príncipe.
3 Perguntas para: Rafael Braga
O PV acabou?
Acho que sim. Será uma surpresa muito grande se o PV levantar-se de sua letargia atual, talvez apenas se surgirem novas lideranças que oxigenem e tragam nova força ao PV, fora isso fica muito difícil.
Ainda existe espaço para o PV na política portoclarense?
Existe sim, sem dúvida: o programa político do PV é forte e diferenciado. O problema é que o PV perdeu muitas de suas lideranças e acabou por se tornar um Partido burocrático, o que, sem dúvida, ele não nasceu pra ser.
O que é ser de vanguarda hoje em Porto Claro?
Acho que isso não mudou muito, pois ser de vanguarda é ter a coragem de se posicionar com um discurso ousado, firme, dissonante da média com pão e manteiga que é servida todos os dias na Lista Nacional. É ter a coragem de bater de frente com os "talebans do atraso" que a gente vê por aí e enfrentá-los sem medo, encarando-os de frente.
Fabiano Carnevale Presidente do Senado Marcadores: carnevale, colunas
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31.12.06 • 19:27 |
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Papo de final de ano sobre o Governo
Gustavo Mendes
Mais um ano está indo embora. 2006 de um modo geral foi um ano cheio de coisas boas e ruins para todos nós em Porto Claro. De balanço geral, depois de um meio de ano problemático, onde nem os Sistemas básicos se mantinham, partimos para um final de ano onde os Sistemas estão funcionando ao normal, e, principalmente, estamos produzindo. Trabalhando não apenas no essencial, mas, finalmente, nos Projetos do Programa de Governo. Entramos numa fase de desenvolvimento, por minha surpresa, mais cedo do que imaginava.
Sempre em minhas respostas, sobre as críticas de que o Governo não estava realizando o Programa de Governo e outras coisas mais, eu falava que “o Governo está trabalhando, mais os Projetos levam tempo, precisam ser estruturados, isso leva tempo, porque não queremos entregar algo mal feito à população”. De fato, fizemos isso sim. Tentamos a todo o momento conciliar o “desenvolvimento... a administração” com as “questões políticas”.
Questões Políticas, sabemos, que sempre existirão. Em maior ou menor grau, mas estarão lá sempre. A grande surpresa, e algo que sempre mexe com todos nós, com nosso “orgulho”, é ver coisas novas circulando, é ver projetos sendo realizados e principalmente um Governo que cumpre sua palavra.
Felizmente, ou não, grandes projetos planejados antes mesmo do início do Governo, foram sendo feitos, e todos estão praticamente prontos para serem inaugurados em mês: Janeiro, primeiro mês do ano. Não é a toa que o Governo lançou a Propaganda do “Pacotão de Janeiro de 2007”. A intenção é realmente essa: pegar todo os nossos projetos que estão sendo concluídos e lançá-los este próximo mês, início de ano.
Boa parte do Programa de Governo já estará concluída com a chegada do Pacotão. Mas existirá ainda outra parte do Programa a ser terminada até o final do mandato, ou seja, mais três meses. Temos este tempo ainda para corrigir erros que surgiram, planejar coisas adjacentes aos projetos iniciais, para assim entregar o país numa condição bem melhor do que a encontramos.
2007 reserva grandes coisas para Porto Claro. Temos um novo Diretor da ANN, conhecido por vários (não correndo mais o risco de ser paple), teremos um novo Ministro dos Esportes, que terá como desafio mudar várias coisas no Projeto Inicial, para que o MinESP não se torne figurativo. Vamos também começar com algo que raramente se vê em Porto Claro: Propaganda & Publicidade, principalmente nas listas estrangeiras, para que o fluxo de turistas cresça em nosso país. Junto com isso, somam-se novos Cursos na UPC que servirão de atrativo aos estrangeiros.
Enfim, temos um ótimo ano pela frente. O Governo de Porto Claro espera que este ano de 2007 seja um ano muito melhor do que fora 2006. Que este ano seja um período de desenvolvimento para Porto Claro e para o Micromundo. Pois é assim que trabalhamos. Trabalhamos dia-a-dia, mas sempre com os olhos no Futuro e no Desenvolvimento.
QUE VENHA 2007!
ÓTIMO ANO-NOVO À TODOS.
Gustavo Mendes Presidente da República de Porto Claro Marcadores: colunas, gmendes
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23.12.06 • 19:42 |
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Águas de Março
Augusto Júnior
Passaram-se 3 meses desde a posse de Gustave Lièban no Palácio Diamante, crises, realizações, surpresas boas e ruins já passaram por aqueles corredores. Talvez intimamente, sem que ninguém saiba, Gustave já pense na reeleição. Provavelmente já trabalha e articula ela mas com alguns percalços não enfrentados no primeiro pleito: a possibilidade de pelo menos um adversário e a briga na Frente Plural.
Todos sabem (ou deveriam saber) que as relações Carnevale-Lièban estão bastante estremecidas. Até onde sei, os dois nem mais se falam, fato que pode causar um grande mau estar em fins de janeiro-início de fevereiro, quando as candidaturas serão oficializadas para a corrida presidencial. É evidente que o Presidente do Senado não apoiará a reeleição do Presidente e fará de tudo para que a FP indique outro nome. Talvez more aí o calcanhar-de-Aquiles de Fabiano: não há alguém na FP que tenha tanta força política, no momento, quanto Gustave Lièban. Jovem, com vontade de fazer, personalidade própria, é o grande nome da política do país e deve ser reeleito, caso consiga sair candidato.
Há sempre a possibilidade do, já prenunciado por alguns, "racha" dentro do partido. Com alguns ajustes dentro do partido, Lièban tem agora a maioria para sua reeleição e poderia ser sim candidato mas o desgaste provocado pelas constantes brigas podem ter mudado o pensamento do Presidente com relação à sua saída do Partido.
Para incrementar o cenário político do primeiro semestre de 2007, há o crescimento (tanto como pessoas, como homens públicos e como iniciativa privada) de dois nomes: Mitchel Bruno e Edson Veloso fazem um grande trabalho em suas respectivas áreas e são pessoas com a possibilidade de enfrentar Lièban de frente. Sempre me questionei como seria a atitude do Presidente num debate; senti falta da discussão de idéia quando ele foi eleito, pois o debate sadio somente engrandece o homem e o faz refletir sobre suas idéias e talvez mudar de opinião em certos aspectos. Agregar possibilidades é uma habilidade difícil de ser conquistada, principalmente quando não é praticada.
Separadamente podemos dizer: Mitchel, grande Senador, sempre com discussões de alto nível, além de Ministro da Infra-Estrutura impecável, sempre atento aos questionamentos da população e dos Ministros. teve a grande idéia de criar um blog com suas idéias e para fazer uma "mini prestação de contas" com seus eleitores. Edson, Senador que luta por seus ideais, praticamente leva o PSL nas costas, e tem vários projetos para Porto Claro.
Mitchel leva vantagem talvez por ter o apoio do PSDN, enquanto Veloso só conseguiria se eleger com alguma aliança.
Estamos a dois meses das candidaturas então é importante ficar de olho no movimento de bastidores. Muita coisa acontece internamente, nas listas dos partidos, MSN, Skye e conversas pessoais do que pode se imaginar. Fica aqui a esperança que Porto Claro tenha realmente um debate de idéia para que todos nós possamos ser "abastados" de dúvidas para decidirmos o melhor para os próximos seis meses. Março tá longe? Que nada... Não foi ontem que o Gustave desfilou e discursou na posse?
Augusto Júnior Diretor do INDOC-PC Marcadores: colunas, jajunior
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21.12.06 • 00:43 |
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Política etc
Fabiano Carnevale
Uma invasão de idéias
Num país onde alguns homens de poder se orgulham de ter criado um país mais "seguro" através de leis e muitas regras, o Senador Elias Oliveira é um daqueles cidadãos que contribuem de verdade para que Porto Claro tenha hoje um robusto sistema de páginas e armazenamento. Não muito afeito aos holofotes da Lista Nacional, intervém sempre quando a situação chega aos limites do conservadorismo insuportável e quase sempre nos brinda com excelentes pontos-de-vista sobre a realidade do país. O e-mail enviado por ele sobre os recentes "ataques" é um primor pelo rigor da análise dos fatos e pelo afastamento que consegue ter da paixão exalada pelos quatro cantos do país durante essa discussão.
Para ele, a grande guerra a ser vencida é a de idéias. Se queremos vencer uma micronação que simula o atraso e submissão, precisamos aprofundar e divulgar ao micromundo nossa predisposição com a democracia e as transformações sociais. O Senador acredita que "por incrível que pareça, para quem olha aquela lista nacional (de Reunião) vê um governo mil vezes mais transparente que o governo portoclarense". Qualquer pessoa do micromundo pode visitar as loucuras do Imperador. Algumas vozes de Porto Claro querem fechar mais ainda o país, segregando turistas por sua origem micronacional.
Com refinada ironia mas sem perder a seriedade, fala que o "cidadão de Reunião já é naturalmente isolado do resto do micromundo, com um governo tão perfeito, tão transparente, por quais motivos teria de ficar lendo 4, 5 ou 6 jornais diferentes de diferentes micronações (se é que existem tantos jornais assim)". Dessa forma, "não há motivos, ele vê um governo trabalhando, tem empresas trabalhando, partidos ativos, suas pseudo liberdades".
Como resposta, o Senador sugere " palestras muito bem divulgadas, cursos igualmente muito bem divulgados, torneios de qualquer jogo de qualquer das micronações aliadas (...), qualquer coisa que tenha uma boa divulgação e que principalmente, invada a lista nacional de Reunião. Vai lá um cidadão portoclarense qualquer com visto de turista somente para marcar a sua presença, mostrar que PC existe, e vai jogando as nossas propagandas lá também, seja no rodapé das mensagens enviadas ou encaminhando as propagandas oficiais mesmo".
Precisamos mostrar para os cidadãos que vivem sob ditaduras no micromundo que, como bem disse o Senador Elias, "existe vida fora da caverna". Isso não uma questão de bom-mocismo (ainda que a política e a diplomacia devessem ser coisas de bons moços e moças) e sim de bom-senso. Sem maiores ilusões de subverter o regime reunião, mas reafirmando a fronteira entre uma ditadura boa de propaganda e uma democracia plural e pacifista. Simples e eficaz.
Falcões
Quando George W. Bush disse em 2001 que a "nossa nação também necessita de uma estratégia clara para enfrentar as ameaças do século XXI, ameaças que são mais dispersas e menos declaradas. (...) Para proteger nosso próprio povo, nossos aliados e amigos, necessitamos desenvolver e expandir defesas eficientes (...) " não estava pensando no micromundo. Mas, quando o Presidente da Suprema Corte portoclarense disse sobre os ataques de mailbomb que "trata-se de insegurança generalizada em todas as micronações livres e independentes" e que "algo há de ser feito de modo cooperativo entre todos os defensores da paz e da liberdade micronacional para que minimizemos e, quiçá, extinguamos esta sensação de insegurança que todos sentimos neste momento (...) [,] precisamos nos unir para que não existam mais vítimas dessa estória", ele provavelmente pensava em Bush. Ou então, é um caso típico - e comum - de citação platônica.
Adamastor, o burocrata
Adamastor trabalha na burocracia Senado, considera Luca Dalbianco o maior Senador que este país já teve e está agora se empenhando para organizar uma milícia chamada Célula de Defesa da Democracia, para expulsar a paus e pedradas qualquer reunião que ouse cruzar nossas fronteiras.
3 perguntas para: Edson Veloso
O que é ser de esquerda no micronacionalismo hoje?
Ser de esquerda no micronacionalismo hoje é, antes de tudo, algo extremamente desgastante. É preciso lutar contra o pensamento dos partidos sem ideologias, que pregam o “amiguismo”, e ser de esquerda é isso. Ter um partido socialista, fazer a luta pela coletivização das ações e a democratização radical do governo. Um governo literalmente feito por aqueles que estão na nação. Ser de esquerda no micromundo é, antes de tudo, uma afirmação de que é possível construir um projeto extremamente socialista, igualitário e, ao mesmo tempo, fraterno e que tome conta das pessoas. Uma afirmação de que a maior preocupação, a maior obra, é o cuidado com as pessoas.
Qual é o espaço da esquerda na política portoclarense?
Pequeno de fato. No meu entender, a Frente Plural é um movimento amplo e não, de fato, um partido comprometido com a construção de um projeto de características populares. Sendo assim, fica só o Partido Socialista Libertário fazendo esse papel. Que de fato, como já disse, é extremamente desgastante. A característica das pessoas que hoje ocupam Porto Claro é de acreditar no fim das ideologias, no pós-modernismo, na mutação e na não-existência de determinantes na sociedade. É preciso partir pra esse convencimento, assim como também é preciso apaixonar as pessoas por um projeto de democracia radical que, ao mesmo tempo, politize a população, mas que também lhe dê forças pra lutar.
Quais são as conseqüências do ataque de mailbomb para as relações entre Porto Claro e Reunião?
Acredito que não há conseqüências imediatas. Uma investigação deve ser feita e, se possível, deve-se achar os culpados. Eu, pessoalmente, acredito ser muito difícil disso ocorrer, já que as questões de sigilo diante das empresas provedoras da internet são muito fortes. Para o micronacionalismo, um ultimato. A tristeza que hoje é vista no semblante dos micronacionalistas portoclarenses deve servir para encher-nos de vontade para a construção de um micromundo unido. Ou revemos nossas diferenças em fóruns comuns e verdadeiramente plurais, e, sendo dessa forma, construímos instâncias para garantir a segurança e a paz micronacional, ou ficaremos à revelia de figuras medonhas como os terroristas da honra imperial, ou seja lá quem for, ou mesmo de estadistas despreparados que não têm cabeça para entender o que é aceitar um grupo terrorista como parte integrante de sua nação.
Fabiano Carnevale Presidente do Senado de Porto Claro Marcadores: carnevale, colunas
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19.12.06 • 14:06 |
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Vanguarda! Vanguarda!
Rafael Braga
O DUPLIPENSAR DE CLAUDIO DE CASTRO
George Orwell é uma leitura excelente para qualquer pessoa que se interesse por política, especialmente micronacionalistas. Durante as duas últimas semanas estava lendo novamente 1984 e foi impossível não determinar paralelos entre esta obra e toda a situação que envolve o Sacro Império de Reunião e a nada cortês visita do Chanceler reunião, Rodrigo Rocha, apelidado carinhosamente pelos portoclarenses de "Dom Chuchu" devido ao seu título de nobreza um tanto quanto excêntrico.
GUERRA É PAZ
Mesmo o mais obtuso dos seres humanos pode facilmente perceber a identificação imediata de Cláudio de Castro com o Grande Irmão. "O Imperador zela por ti", seu olho que "tudo vê", seu braço forte que tudo alcança. Ao mesmo tempo a mão que destrói e protege, que ameaça e acaricia. Em Reunião, Cláudio de Castro não é mais uma pessoa, é uma entidade, é o Estado.
O Sacro Império de Reunião é uma grande mentira, apoiada em seu estado permanente de Guerra. O Estado reunião vive e se alimenta da guerra. A necessidade de se criar um inimigo interno ou externo é inerente à submissão que Cláudio de Castro consegue de seus súditos. O Grande Irmão é aquele que nos protege contra o inimigo.
A máquina de propaganda reuniã age indiscriminadamente não só para manter o estado de guerra, como para construí-la. Em um instante o maior inimigo torna-se o maior amigo, o antigo aliado se torna o inimigo e todos absorvem essa informação que controla a realidade para que isso não pareça absurdo aos olhos da população de Reunião.
LIBERDADE É ESCRAVIDÃO
Não existe liberdade em Reunião, nunca existiu. No entanto o reunião acredita verdadeiramente que Cláudio de Castro é o defensor da liberdade. O reunião acredita que Liberdade é Escravidão, ou seja, o que garante a liberdade é a gerência suprema do Grande Irmão.
O regime reunião tem uma particularidade interessante, que o aproxima do Partido INGSOC do livro de Orwell.
Ao contrário dos grandes tiranos do passado, Cláudio de Castro não oprime publicamente seus opositores, pois é inteligente o suficiente para saber que criar mártires é muito perigoso. Ao contrário, Cláudio prefere lamentar por seus inimigos e esperar que voltem, humilhados (e eles sempre voltam) ao seu País, fortalecendo ainda mais a sua imagem de protetor e guardião.
IGNORÂNCIA É FORÇA
Toda a ideologia reuniã, baseia-se em falsas premissas.
"Quem controla o passado controla o futuro: quem controla o presente controla o passado.” A tática da propaganda reuniã consiste em espalhar e reiterar mentiras, especialmente moldando o passado como se fossem verdades. Ao reunião médio, ortodoxo e limitado o suficiente para incorporar sem discutir, a mentira basta. O que é o passado senão o que recordamos (ou achamos que recordamos) dele? O controle da realidade é a maior arma da propaganda reuniã.
Escreveu Orwell sobre o “duplipensar” no livro 1984, trecho que reproduzo integralmente:
“Saber e não saber, ter consciência de completa veracidade ao exprimir mentiras cuidadosamente arquitetadas, defender simultaneamente duas opiniões opostas, sabendo-as contraditórias e ainda assim acreditando em ambas; usar a lógica contra a lógica, repudiar a moralidade em nome da moralidade, crer na impossibilidade da democracia e que o Partido era o guardião da democracia; esquecer tudo quanto fosse necessário esquecer, trazê-lo à memória prontamente no momento preciso, e depois torná-lo a esquecer; e acima de tudo, aplicar o próprio processo ao processo. Essa era a sutileza derradeira: induzir conscientemente a inconsciência, e então, tornar-se inconsciente do ato de hipnose que se acabava de realizar. Até para compreender a palavra "duplipensar" era necessário usar o duplipensar.”
O reunião em geral acredita na impossibilidade da Democracia, ao mesmo tempo em que acredita cegamente que Cláudio de Castro seja o defensor da democracia, através do processo de “duplipensar”. Acredita que Reunião é contra o terrorismo, mas pode abrigar terroristas sob a proteção de seu Governo sendo que nenhuma dessas idéias lhe parecem contraditórias.
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Não há motivos para que haja novo embargo à Reunião. Tenho dito que a manutenção do estado de guerra é motivo de fortalecimento para o Estado Reunião é sua força motriz e incentivada por seu chefe maior. O Embargo à Reunião é dar um tiro no próprio pé: como defendemos a liberdade se somos os primeiros a tirar liberdade?
E principalmente não há efeitos práticos, visto que certamente não será na forma de turista reunião que os terroristas se apresentarão.
Estou com o Senador Carnevale.
Rafael Braga Diplomata Nível 1 Marcadores: colunas, rbraga
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18.12.06 • 17:53 |
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É Guerra!
Ygor Lázaro
É guerra!
Monarquias raramente são bem vindas principalmente no micronacionalismo. Por uma razão simples, todos querem ter seu nome no hall da fama. Cada dia que passa eu penso mais seriamente sobre isso.
Por exemplo, li essa semana uma entrevista um tanto quanto antiga, que conseguiram fazer com o “criador” da lusofonia. Como dizia a própria entrevista, “conseguimos falar com ele!”. Pedro Aguiar deixa bem claro que ele era muito jovem quando criou Porto Claro, e seu ego era muito grande, na melhor das intenções. Ele criou um país, “mas não pensava em compartilhar”. Estando na Internet, todos gostam de dar pitacos. “Essa não é mais minha Porto Claro”. Termina uma resposta na entrevista.
Concordo com ele. Não no sentido de ser dono, mas a sensação de perder anos de trabalho para qualquer um que viu pronto e resolveu ser o rei da cocada preta... Eu já tive muitos projetos parados nesse sentido, a maioria macronacionalmente mesmo. Mas, ta na Internet, é do mundo. Aprendi isso do mesmo modo que o Aguiar. E não me arrependo mais, assim como ele.
Aproveitando o ensejo, o título e o assunto, o que é a monarquia reuniã? Reunião não pode se dar ao luxo de ser os “boinas-azuis”. Eles não podem ser a autarquia intermicronacional. A chamada Honra Imperial já atacou o reino português, a própria república portoclarense, e sei lá mais quem, em nome do Sacro Império de Reunião. O ditador (ops) Cláudio, do Sacro Império, horas antes aos ataques, aceitou a Honra Imperial como um “Ministério da Defesa” reunião. Bom, essa história vocês já devem estar cheios de ouvir. Mas o que vem agora além das perguntas:
* Não acredito em nada que venha de Reunião há gerações. Histórias e mais histórias sobre anexações, integrações, rebeliões... Isso não faz mais sentido nesses novos mundos, mas eu não quero viver em uma colônia.
* As nações atacadas estão crescendo de tamanho. Portugal, Porto Claro. O que custa invadir Pasárgada e se auto declarar a “maior micronação na lusofonia”?
* Porto Claro e Portugal são experiências, são estágios? Ou eles estão tentando se infiltrar e o império afirma não ter nada com eles, para depois repartirem os lucros?
Sejamos sensatos também. O ataque sofrido por Porto Claro nem pode ser considerado um ataque, no ponto de vista tecnológico. Foi um porre ter que baixar mais de quarenta mensagens de 750kb aproximadamente, sem utilidade nenhuma, mas foi exatamente isso. Um estorvo.
Existem muitas maneiras de se fazer um ataque, e sabemos que as nações não ficarão desprotegidas. As maiores já estão tomando suas providencias, fechando anexos, fechando fronteiras, pensando em embargos. Mas até quando pensaremos que a monarquia é o poder nas mãos de uma só pessoa?
Eu assumo tudo o que eu disse aqui como uma opinião pessoal. Não existe portoclarenses, pasárgados, ou mesmo esse meio de comunicação que me abriu esse espaço para me dar um fôlego e me permitir o desabafo. E como eu assumo que está escrito nessas linhas, quem tiver qualquer dúvida, me contacte.
MSN: ygoronline@hotmail.com; E-mail: ygoronline@gmail.com
Ygor Lázaro Marcadores: colunas, ylazaro
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00:18 |
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Questão de Segurança Nacional
Gustave Lièban
Sentimos medo essa última semana? Pavor? Ficamos a beira de um ataque de nervos? Não, definitivamente não. O que, há um tempo, seria isso, hoje não é mais. Por sorte. Por sorte não termos sentido isso e ter levado o ataque terrorista da Honra Imperial na maioria das vezes na piada. Mas eu fiquei desesperado, ainda mais por saber via ministro meu (estive ausente no período por graves problemas pessoais).
Mas, para todos do Governo, para mim e para os Ministros fica a pergunta: por que isso aconteceu? É complicado imaginar “como evitar que isso acontecesse”. Somos um país virtual. Espiões, terroristas, paples podem existir sem que muitos percebam. Maneiras de descobrir também existem, basta deixar provas. Mas, deixar por deixar provas, o estrago já foi feito.
Complicado seria evitar as evidências. Descobrir antes que acontecesse.
Plano imaginário
Seria bom vivermos com total segurança. Segurança daquelas de fiscalizar tudo e a todos a todo o momento? Não, não essa. Aquela Segurança de Estado. Aquela que evita que problemas externos nos atinja. Aquela que descobre quando o cidadão é paple, que identifica se ele é ou não terrorista. Aquela estilo “Interpol”, interligado com todas a micros, banco de dados completo, passaporte, identidade micronacional única. Ufa... Evitaríamos alguns certos bobões que andam por aí pregando a “defesa soberana e incontestável do ufanismo radical”.
De volta a realidade
Sabemos que nem tudo que esperamos, sonhamos e desejamos para o nosso país é possível. Ainda mais se tratando de um assunto tão “não-palpável” como esse. Eu poderia falar de projetos, mas não sou especialista em ditar a viabilidade em projetos como esse, que envolvam a Infra-Estrutura de um país. Mas, mesmo que eu fosse, será que saberia encontrar o melhor projeto?
Talvez. É fácil para alguém descordar. Usar de argumentos ideológicos, respeitáveis, obviamente, para questionar. Todos temos esse direito. Não nego em momento algum a necessidade de defesa de uma ideologia. Tenho a minha, assim como vários. No entanto, uma ideologia é mais importante que um país? Será que jogaríamos fora um projeto de segurança por puro cunho ideológico? Uma pergunta para vocês responderem.
Voltando ao assunto da Segurança. Cada um pensa de uma forma. Cada país, idem. Mas tudo gira em torno da questão: “como defender a nação?”. Temos por obrigação defender nosso país de pessoas que nasceram para destruir por puro prazer. E é em busca disso que, em uma hora ou outra, sempre caímos.
Infelizmente o assunto só vem à tona quando a tal questão se mostra vulnerável. E é. Não existe mesmo uma micro segura, protegida completamente de paples, de terroristas e etc. Com esses ataques vimos nações sendo solidárias a nós, vimos nações que também sofreram nas mãos das pessoas que citei acima. Será que estariam dispostas a gastar seu tempo, a enfrentar preconceitos, e tudo o mais, apenas com um objetivo: defender seu país do que é ruim, do que destrói, do que é desconstrutivo? Uma luta difícil, que só se vence junta.
Plano imaginário
Vivemos num país em que nossos governantes só têm em mente uma coisa: o bem da nação. Para eles não importa se o fulano é presidente, primeiro-ministro, chanceler. O importante é zelar pelo bem do país. O legal é que eles copiaram grandes nações, que resolveram se unir para desenvolver-se, e chegar num patamar invejável. Ah, realmente, somos únicos no que fazemos. Tivemos que enfrentar obstáculos, sim. Muitas brigas, mas, hoje somos bons, temos sistemas legais e assim vai...
Voltando à vida
Tudo é uma questão de segurança nacional. Alguém está disposto?
Gustave Lièban Presidente da República de Porto Claro Marcadores: colunas, lieban
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