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16.1.08 • 11:16
Soluções
Sávio Erthal

Segunda coluna, agora sim, depois de semana passada ter voltado a ativa criticando, desta vez tentarei apresentar uma idéia que possa ajudar a desenvolver a atividade sustentável em Porto Claro, principalmente no campo da política, do debate político que é o verdadeiro campo onde são plantadas as idéias de Porto Claro, algumas germinam outras não.

O debate político normalmente se dá no período eleitoral, essa é a regra, claro que em momentos raros ocorre fora desse espaço temporal, porém cada vez mais difíceis. Partidos Políticos fragilizados pela relação espaço micro e macro não conseguem passar identificação de suas idéias enquanto força partidária, no máximo manifestam a individualidade de seus membros, todos se animam passa um eleição e pronto, os esforços se concentram no Palácio Diamante ou no Senado, quando na verdade lá deveria ser apenas o resultado, o ponto final de um trabalho contínuo que deve ser feito dentro dos Partidos, cada um a sua maneira.

Desta forma creio que a realização de quatro pleitos oficiais por ano deva ser seriamente analisada, debatida e projetada, mantendo-se, claro seis meses do mandato Presidencial e igual período para cada legislatura, diferenciando apenas as datas que essas eleições se dariam, até mesmo porque uma micronação muda em seis meses, assim como os anseios e expectativas.

As leis por sí só, não possuem o condão de transformar o pensamento de uma coletividade, mas pode dar instrumentos eficazes para que isso ocorra, desta forma, se existisse nos meses de março e setembro eleições proporcionais e em dezembro e junho para eleições majoritárias fatalmente teríamos o dobro de debate político em cena.

Com a atividade política em alta, não seria difícil imaginar a imprensa voltando a ocupar o lugar de destaque em Porto Claro, o que traz também micronacionalistas que não se interessam por política mas por outras áreas abordadas pela imprensa e a partir daí a iniciativa privada com outros setores poderá também se organizar.

Pois se tem uma coisa que já deviamos saber é que a ocupação principal, geradora maior de atividade, dentro do micronacionalismo é o setor público, a partir dele se constroí a iniciativa privada, não se trata de ideologia, de partidarismo, e sim de pura constatação de que o contrário é apenas mais uma forma de querer trazer elementos do macro para o micronacionalismo que nunca deram certo, por isso quanto maior a atividade política, maiores são as chances do país se desenvolver de forma sustentável.

Sávio Erthal Moraes,
cidadão de Porto Claro,
foi Presidente da República por duas vezes.

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9.1.08 • 11:08
Minha primeira contribuição
Sávio Erthal

Volto a escrever com a alegria de antes, com a vontade de antes, mas antes do quê? Antes da perda da inocência, perdi a minha inocência micronacional mais por minha culpa, admito, que pela passagem do tempo em Porto Claro, essa nunca me fez mal. Voltei de teimoso, voltei porque sou um sonhador, - que o Presidente não leia isso, ele não sonha - sonho com o dia que Porto Claro possa voltar a exibir debates calorosos e vibrantes sem vulgaridades, sem ter que ler a faixa com a famosa frase do Kennedy em frente a janela do Gabinete Presidencial, um "cala-te" com ares de autoritarismo repetido como frase de efeito.

Sou teimoso porque acredito que quem critica e cobra está fazendo tanto pelo país quanto os destinatários das criticas e cobranças, teimo porque já vi Porto Claro brilhar com os mesmos cidadãos que estão em território nacional e sei que com os novos valores que se juntaram nos últimos três anos, temos toda a capacidade para voltar a brilhar.

Essa semana vou falar um pouco de nossa Maison, nossa Chancelaria, tão tradicional e velha de guerra, que volta e meia nos dava alegrias e surpresas, grandes homens e uma grande mulher já ocuparam aquela cadeira, de características tão diversas quanto Dalbianco e Carnevale, sempre pudemos discordar de seus atos sem que suas respostas fossem levadas ao plano pessoal, na maioria das vezes sem nada a ver com o que fora questionado. Sempre havia uma resposta.

Desde um pouco antes do episódio do domínio de Porto Claro já se percebia um sentimento muito ruim que hoje ainda com mais força predomina nossas relações, Porto Claro nunca foi pequena em suas gestões, nunca as Relações Exteriores de Porto Claro foram baseadas na dicotomia bom/mau; certo/errado, pois acreditar nisso é se limitar o que é por natureza ilimitado, o próprio micronacionalismo.

Não existe no micro ou no macro, depositário único da verdade, da justiça e da moralidade, não se julga uma micronação por critérios aleatórios e pessoais, mas, se for o caso, pela cultura, tecnologia, atividade e capacidade de renovação, não apenas de pessoas, que é cada vez mais difícil, mas principalmente pela renovação de pensamento, as idéias, em prática ou não, sempre foram as asas do micronacionalismo, por isso precisamos também sonhar.

Não se ameaça um Presidente de uma micronação outrora amiga com um crime passível de expulsão distorcendo claramente suas palavras, a lei penal de Porto Claro usada como esteio para a falta de atenção e cuidado com as coisas públicas, o Chanceler da República de Porto Claro praticamente mandando que o Presidente de Mallorca fizesse as malas e sumisse, porque? Não gosta dele, os amigos do Chanceler não gostam dele e pronto.

Mas aplaudo, de pé e acordado, iniciativas como a da Federação das Empresas Privadas, fico encantado com a persistência e coragem do jovem Vinícios Prates e extasiado com outras áreas da administração pública como a Cultura lutando contra a fraca participação popular, pois nessas horas é que precisamos de Governo, aplaudo a coragem dos que estão aqui, lutando pra não se deixarem corromper com a difusão do pensamento oficial de que há uma guerra entre mocinhos contra bandidos.

Pensar dessa forma é acreditar e, pior, fazer acreditar que o micronacionalismo se divide entre guardiões da moralidade versus paplistas espiões, entre micronações amigas e inimigas e nunca vai admitir que sim, podemos aprender e ensinar o micronacionalismo juntos, sem que isso signifique união, fusão ou qualquer outra idéia que vise desfragmentar o micronacionalismo.

Encerro aqui minha primeira participação, até as seguintes, uma ótima semana a todos e para não sair do caminho espinhoso das citações, uma de Tácito: "Quem se enfada pelas críticas, reconhece que as tenha merecido".

Sávio Erthal Moraes,
cidadão de Porto Claro,
foi Presidente da República por duas vezes

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